Vender tecnologia para o mercado imobiliário tem uma dinâmica particular. Nosso cliente não é o consumidor final. É o diretor comercial de uma incorporadora, o gestor de uma imobiliária em crescimento, o responsável por operações de uma loteadora. Esse perfil de profissional não compra por impulso. Quando pesquisa uma solução, já está avaliando.
Isso coloca uma pergunta concreta para qualquer empresa nesse mercado: quando esse decisor pesquisa, a Dommus aparece?
Durante muito tempo, a resposta honesta era: às vezes. Dependia do termo, do canal, do momento. Não havia estrutura. Havia presença fragmentada.
Decidimos mudar isso. E a mudança foi mais profunda do que imaginávamos.
O problema que não aparece no relatório
O mercado imobiliário é um dos segmentos onde a jornada de compra B2B mais mudou nos últimos anos. O decisor pesquisa antes de ligar. Compara antes de pedir proposta. E, cada vez mais, usa ferramentas de inteligência artificial para fazer essa triagem inicial, antes mesmo de entrar em contato com qualquer fornecedor.
Isso significa que a presença digital de uma empresa como a Dommus precisa funcionar em pelo menos dois ambientes distintos:
- Buscadores tradicionais: Google e Bing, onde o decisor pesquisa termos como “CRM para incorporadora” ou “plataforma de gestão imobiliária”
- IAs generativas: ChatGPT, Gemini, Perplexity, Copilot, onde ele pergunta diretamente qual solução usar, e recebe uma resposta sintetizada
O problema é que a maioria das empresas B2B de nicho ainda trata presença digital como uma questão de marketing. Cuida do site, publica no blog, aparece nas redes sociais. Mas não constrói a estrutura que faz com que os algoritmos, sejam eles de busca ou de IA, interpretem corretamente o que a empresa faz e para quem ela serve.
Custo silencioso: um decisor que pesquisa no ChatGPT por uma solução de gestão imobiliária e não encontra a Dommus entre as opções citadas já tomou uma decisão. Só que nenhum relatório de vendas vai registrar essa perda.
A decisão: construir estrutura, não campanha
Quando mapeamos o problema com clareza, ficou evidente que a solução não era investir mais em anúncios ou publicar mais conteúdo. Era construir uma arquitetura digital que fizesse com que a Dommus fosse interpretada corretamente pelos mecanismos que nossos potenciais clientes usam para pesquisar.
Italo Duarte, nosso diretor comercial, resume bem o que estava em jogo. O trabalho foi conduzido em parceria com a Criamente, agência especializada em SEO e GEO:
“Atuamos em um mercado bastante específico e competitivo, voltado para empresas do setor imobiliário, e um dos nossos principais desafios sempre foi ampliar nossa presença digital de maneira estratégica, fazendo com que a Dommus fosse encontrada pelas empresas que realmente têm potencial para se tornar nossos clientes.”
Essa distinção importa. Não se trata de gerar volume de tráfego. Trata-se de ser encontrado pelo perfil certo, no momento em que ele está ativamente pesquisando uma solução.
O que “estrutura” significa na prática
Construir presença digital estruturada para um mercado B2B de nicho envolve decisões que vão além do conteúdo:
- Garantir que o posicionamento da empresa seja legível para algoritmos de busca e de IA, sem ambiguidade semântica
- Produzir conteúdo orientado à intenção real de busca do decisor imobiliário, não ao que a empresa quer dizer sobre si mesma
- Implementar marcações técnicas que ajudam os mecanismos generativos a citar a empresa corretamente
- Construir autoridade temática nos tópicos que esse decisor pesquisa antes de tomar uma decisão de compra
Esse trabalho não gera resultado imediato. Mas quando a estrutura está certa, os primeiros sinais aparecem antes do que o mercado costuma esperar.
Os primeiros resultados: três meses de trabalho estruturado
Os dados dos primeiros 90 dias mostram crescimento em três frentes distintas. Cada uma responde a uma pergunta diferente sobre encontrabilidade.
Google: mais relevância, não só mais volume
O tráfego orgânico via Google foi a primeira frente a se mover. Em três meses:
- +748% em cliques orgânicos — de 211 para 1.790 cliques no período
- +802% em impressões — de 3.690 para 33.300, com 33 páginas novas registrando impressão pela primeira vez
- O CTR médio teve uma leve redução (de 5,7% para 5,4%), o que é esperado nesse ritmo de crescimento: o site passou a competir por um volume muito maior de termos, incluindo consultas mais disputadas, e isso dilui a média mesmo com o número absoluto de cliques subindo com força. O sinal importante não está no CTR isolado. Está no fato de cliques e impressões crescerem juntos e na mesma proporção: isso indica mudança estrutural real, não efeito pontual de sazonalidade ou de uma atualização isolada de algoritmo.
Bing: o canal que conecta com o decisor corporativo
Enquanto o Google domina a conversa sobre SEO, o Bing ganhou relevância por uma razão específica: ele alimenta o Microsoft Copilot, uma das IAs generativas mais usadas no ambiente corporativo. Para uma empresa B2B como a Dommus, isso não é detalhe.
Os números no Bing no mesmo período:
- +2.787,9% em cliques orgânicos
- +1.596,8% em impressões
Os percentuais são altos porque o ponto de partida era próximo de zero. A leitura útil aqui não é o volume: é a consistência. Dois motores independentes registraram o mesmo movimento no mesmo intervalo, o que reduz a chance de o crescimento no Google ser efeito de sazonalidade ou de uma única atualização de algoritmo.
IAs generativas: a frente que muda o jogo
Essa é a dimensão que mais diferencia uma estratégia de presença digital atual de uma gestão de SEO convencional.
Ao longo dos três meses, monitoramos como a Dommus era citada e representada por ferramentas como ChatGPT, Gemini, Perplexity e Copilot. Os avanços registrados:
- 211 menções da marca em LLMs no período, partindo de praticamente zero em maio
- 63 citações com link para o domínio — o indicador mais difícil de conquistar, porque exige que a IA considere a página uma fonte confiável o suficiente para referenciar
- +144,4% no visibility score em IAs generativas, com três páginas já entre as 200 fontes mais citadas para perguntas sobre CRM imobiliário
- Posição média nas respostas melhorou de #3 para #2,5 quando a Dommus é citada
Esse tipo de resultado não aparece em nenhum dashboard de SEO tradicional. Mas é exatamente o que define se uma empresa existe ou não para o decisor que usa IA para fazer sua triagem de fornecedores.
O que isso tem a ver com vendas
Presença digital bem construída não é uma métrica de marketing. É uma vantagem comercial.
Italo Duarte coloca de forma direta:
“Como gestor comercial, vejo muito valor nisso. Marketing e vendas precisam caminhar cada vez mais próximos. O trabalho de presença digital ajuda a criar esse elo, fortalecendo a Dommus e aumentando nossas possibilidades de sermos encontrados por potenciais clientes no momento em que eles estão pesquisando uma solução.”
Esse alinhamento entre presença digital e ciclo comercial é o que muda a natureza da conversa de vendas. Quando um potencial cliente já pesquisou pela Dommus antes de entrar em contato, ele chega com contexto. A conversa começa em outro patamar.
O comportamento de compra mudou. Estar presente nos mecanismos tradicionais de busca já não é suficiente. É preciso construir autoridade, relevância e uma presença digital que permita que a empresa seja encontrada também no novo ambiente de busca, onde a IA sintetiza, compara e recomenda.
Mais do que buscar resultados imediatos, estamos construindo uma presença digital mais forte, estratégica e preparada para a nova realidade das buscas.



